Como comemorar, com segurança anti-covid, a chegada de 2021? Veja dicas!

Publicidade

Como comemorar, com segurança anti-covid, a chegada de 2021? Dicas de passeios em família

Tribuna do Paraná
Escrito por Tribuna do Paraná

Por Gustavo Marques

O ano de 2020 está indo embora, e mais do que comemorar a chegada de 2021, a celebração da maioria dos brasileiros será pelo término de um ano difícil, marcado por desafios e provações. Com a esperança renovada para enfrentar o novo ano que se avizinha, podemos passar o réveillon de uma forma diferente, mais cautelosa e tomando alguns cuidados para que todos os que amamos estejam protegidos.

Apesar de nenhuma medida ser 100% infalível, a maioria delas irá ajudar a reforçar a barreira que nos afasta do coronavírus. Ah, pra quem acredita, pelo menos a roupa branca está liberada pra tentar atrair um pouco de paz (e a azul para trazer saúde).

Com o aumento do número de casos ativos e de mortes provocado pela covid-19, as autoridades de saúde estão alertando sobre a aglomeração em festas tradicionais de fim de ano, como acabou acontecendo no Natal, e agora no Réveillon. A grande preocupação é que pessoas do grupo de risco acabem se contaminando após o contato com pessoas que podem estar carregando o vírus.

As festas tradicionais do dia 31 de dezembro estão canceladas pelas prefeituras e o decreto estadual segue proibindo eventos presenciais com grupos superiores a 10 pessoas. Excepcionalmente, na passagem para 2021, o toque de recolher das 23h às 5h, não vai acontecer. Apesar desta flexibilização, a orientação é que as pessoas festejem a virada do ano com seus núcleos familiares, evitando aglomerações.

Beto Preto, secretário de saúde do Paraná, reforça que este período tão comemorado pelos brasileiros precisa ser adequado para o momento e pede ajuda dos paranaenses. “Nós perdemos mais de 7 mil paranaenses para essa doença. Quero pedir para que nós possamos lembrar também do luto de tantas famílias. Para passar por esse momento, há esperança, a vacina está chegando, mas nós temos que nos preparar agora. Precisamos de apoio da opinião pública para esse enfrentamento e as reuniões familiares com muitas pessoas podem causar sim que alguns fiquem doentes”, orientou o secretário.

Orientações e atenção nos convidados

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) lançou no dia 16 de dezembro, uma cartilha com uma série de orientações para as pessoas evitarem o contágio durante as reuniões de fim de ano (ver a lista completa abaixo). As dicas são baseadas nas recomendações feitas pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos para pequenos encontros entre familiares e amigos.

A primeira sugestão é fazer a festa com o menor número possível de pessoas. O melhor dos cenários é curtir só com quem já mora na mesma residência. Se for ter convidados, o ideal é que traga o menor número possível e que misture o menor número de residências. Por exemplo, se a festa tiver seis pessoas, é melhor que três morem numa casa e as outras três em outra do que seis pessoas morando cada uma em uma casa diferente.

Gabriel Roberto Trindade Vieira, 29 anos, é produtor de eventos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), e já atuou em festas universitárias e shows. Devido a pandemia do novo coronavírus, em 2020 dedicou grande parte dos eventos para empresas e percebeu que as maiores dificuldades estão nos convidados, pois eles têm mais dificuldade em aceitar as recomendações.

“A maior dificuldade está com os convidados e participantes, pois eles não têm contatos com a gente da organização. A orientação é coletiva, mas depende exclusivamente do individual”, alertou Gabriel.

A segunda recomendação é em relação à ventilação. Tente fazer esse encontro em local aberto, ao ar livre. Se não der, as medidas de proteção precisam estar mais rígidas. Abra todas as janelas e use ventiladores para aumentar a circulação de ar.

Myrna Perez Campagnoli, 44 anos, diretora médica do laboratório Frischmann Aisengart, acredita que os ambientes arejados ajudam na troca do ar e mantêm as pessoas mais distantes de qualquer tipo de vírus ou bactéria. “Os ambientes com circulação de ar reduzem a concentração de vírus, se ela existir dentro daquele ambiente. A gente renova o ar e não estou falando somente do coronavírus”, disse a médica.

Algo interessante que nem sempre é percebido é quanto ao volume da música. Quanto mais alto estiver, mais as pessoas gritam e consequentemente, lançam um número maior de partículas virais no ambiente se estiverem sem máscara. “Mantendo o volume da música baixo, as pessoas não falam tão alto e isto diminui o deslocamento menor de partículas virais. Quanto mais esforço para falar ou cantar, maior a quantidade de ar expelido durante a respiração e aí acontece o deslocamento”, comentou Myrna.

Vale reforçar que pessoas com sintomas ou já tem o diagnóstico da doença não devem frequentar o ambiente. As dicas reduzem a chance da contaminação, mas nenhuma delas vai zerar os riscos. Cuide-se e lembre-se que Reveillon tem todo ano e logo estaremos brindando com aquela “champa”. Feliz 2021!

Quatro dicas de rolê pertinho de Curitiba

Ficar na praia lagarteando ou mesmo provocando as tradicionais aglomerações de final de ano não são recomendadas pelas autoridades de saúde, mas alguns passeios feitos a partir de Curitiba são opções interessantes para ter contato maior com a natureza e, respeitando as regras para minimizar o risco de contágio, se tornar uma mini-viagem inesquecível.

O turismo de natureza e aventura está entre os tipos de viagem mais procurados pelos brasileiros para os próximos meses. Segundo um levantamento da plataforma Booking.com, 55% dos brasileiros entrevistados disseram preferir por “viagens perto de casa”. Passeios curtos, principalmente em finais de semana, para destinos que ofereçam atividades de lazer em ambientes abertos e próximos às paisagens naturais, são outras tendências para a temporada de verão que se aproxima.

Separamos algumas sugestões muito legais.

1) Viva a natureza

Algumas opções são encontradas no Ekôa Park, localizado na cidade de Morretes, no litoral do Paraná. São 238 hectares dentro da Mata Atlântica do Brasil. O parque também reúne experiências sobre a história da região, formação geológica, cobertura vegetal e processo de colonização e desenvolvimento. Ainda no roteiro há uma experiência estimulante no Corredor dos Sentidos e nas trilhas do Peabiru, da Mata e das Aves, que possui uma torre de observação de 15 metros de altura. Para os fãs do turismo de aventura, a opção é praticar arvorismo e tirolesa no Morro da Aventura, atividades que exigem habilidade, coragem e muito equilíbrio. Um voo cativo de balão também integra as atrações do parque.

O Ekôa Park está localizado no km 18,5 da Estrada da Graciosa, a apenas 68 km de Curitiba. O local está aberto para visitação de sexta a domingo e em feriados, das 9h às 17h. Os ingressos custam a partir de R$ 60 a inteira e R$ 30 a meia-entrada, com opções de pacotes de Imersão (todos os itens do ingresso Ekôa e trilha guiada “Revolução das Plantas”) e de Aventura (todos os itens do ingresso Ekôa, com circuito de arvorismo e tirolesa), além das atividades avulsas para toda a família. Mais informações estão disponíveis no site ekoapark.com.br.

2) Colônia Witmarsum e Campos Gerais

Leticia Akemi

Localizada entre Curitiba e Ponta Grossa, a Colônia Witmarsum fica a apenas 65 km da capital, com tempo de deslocamento de no máximo 1 hora pela BR-277 e depois BR 376. A vila alemã oferece paisagens belas, arquitetura típica do leste europeu, produtos artesanais na feirinha do produtor e muita comida boa.

Joelho de porco (eisbein), o chucrute e a torta de maçã (apfelstrudel) são algumas das delícias servidas em vários restaurantes. Outra opção é o Museu de Witmarsum, que fala sobre a imigração alemã no Brasil, especialmente na região Sul.

Na volta (ou até na ida, porque não?) uma boa opção é parar no Recanto dos Papagaios. Apesar de ser uma atração com potencial risco de lotação, especialmente se estiver calor, trata-se de um espaço aberto, com churrasqueiras bem espaçadas umas das outras, e opção de um banho de rio geladinho. O Rio dos Papagaios fica na BR-277, com destino a Palmeira.

3) Carambeí e Castrolanda

Carambeí e Castrolanda são praticamente cidades vizinhas, ambas localizadas um pouco depois de Ponta Grossa, que tiveram origem pela influência holandesa. Os destinos ficam cerca de duas horas distante de Curitiba e podem ser conhecidas num passeio só.

Carambeí cresceu com a produção de leite e derivados e tem várias atrações culturais que valem a visita, como o Parque Histórico de Carambeí, o Museu do Trator, a Vila Histórica, Parque das Águas e Centro Cultural Amsterdã.

Castrolanda é conhecida pelo De Immigrant (O Imigrante, em holandês). Este é um dos maiores moinhos de vento do mundo. Quem gosta da cultura holandesa precisa passar por lá, subir na janelinha e tirar uma foto da região.  Você ainda pode encontrar o Museu Centro Cultural Castrolanda e o Morro do Cristo.

4) Vila Velha

Divulgação

O Parque Vila Velha oferece quatro novas atrações de aventura. Voo cativo em balão estacionário, circuito de arvorismo com dez desafios num bosque de Araucárias, tirolesa de 200 metros de extensão para um sobrevoo sobre a Furna 2 e 22 km de um circuito especial de Cicloturismo são as novidades que a Soul Vila Velha, concessionária do parque, preparou para tornar a experiência do visitante ainda mais divertida.

O Arvorismo e a Tirolesa estão funcionando em Furnas. O circuito de Arvorismo foi construído em meio a um bosque de Araucárias, com 120 metros de extensão e 10 desafios. São 30 minutos de aventura entre as copas das árvores que oferece visões únicas da árvore símbolo do Paraná. Informações pelo telefone (42) 3122-4488.

Dicas para evitar contágio nas festas de Revéillon

  • Use máscara sempre que não estiver comendo ou bebendo
  • Tenha um saco para guardar a máscara quando estiver comendo ou bebendo e a mantenha limpa e seca entre os usos
  • Tenha uma máscara limpa extra, para o caso de necessidade de troca (tempo de uso, umidade ou sujeira)
  • Evite aglomerações e mantenha a distância de, pelo menos, 2 metros entre os participantes
  • Evite apertos de mão ou abraços
  • Dê preferência a locais abertos ou bem ventilados. Evite o uso de ar-condicionado
  • Lave as mãos com frequência durante o evento com água e sabão ou use álcool
  • Não compartilhe objetos, como talheres ou copos
  • Oriente seus convidados a levarem suas próprias máscaras
  • Evite música alta para que as pessoas não tenham que gritar ou falar alto. Caso alguém esteja contaminado com o vírus, lançará um número maior de partículas virais no ambiente
  • Não deixe que os convidados formem filas para serem servidos
  • Utilize lixeiras com pedais para que as pessoas descartem seus lixos sem precisar colocar as mãos na tampa. Lave as mãos após esvaziar a lata de lixo.
  • Caso ofereça bebidas, disponibilize-as em embalagens individuais (latas ou garrafas), arrumadas em baldes com gelo, para que as pessoas possam se servir sozinhas;
  • Ofereça condimentos, molhos para salada ou temperos embalados individualmente, sempre que possível;
  • Evite o compartilhamento de utensílios para servir a comida. Pratos e bebidas em recipientes não individuais devem ser servidos por uma única pessoa.
  • Após o evento, lave toda a louça em água corrente e com detergente, ou use a máquina de lavar louças.