Sobrado, apartamento ou casa: Quem é o preferido dos curitibanos?

Sobrado, apartamento, casa ou condomínio? Quem é o preferido dos curitibanos?

Sobrados em condomínio fechado, em Curitiba
Alex Silveira
Escrito por Alex Silveira

Se fosse para responder de bate-pronto qual é o tipo de residência “mais queridinha” em Curitiba, em qual você apostaria suas fichas? Sobrados, apartamentos ou casas? Vale pensar, pois o mercado imobiliário vem passando por uma série de mudanças, principalmente depois da pandemia de coronavírus.

A busca pelo espaço e conforto nos locais de moradia mexeram até nas apostas para novos lançamentos na capital, que agora destacam as chamadas áreas comuns.

Segundo o corretor Carlos Eduardo Canto, presidente da Confraria Imobiliária de Curitiba, composta por 40 proprietários das principais imobiliárias da cidade, os lançamentos das incorporadoras atendem a demanda apresentando apartamentos em condomínios com ampla opção de lazer em áreas comuns. “É uma tendência. Os condomínios de alto padrão, por exemplo, planejam academia, piscina, aéreas de convivência, espaço pet entre outras opções. Nas áreas internas, sacadas e churrasqueiras não podem faltar”, aponta Canto.

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Os apartamentos tipo estúdio, que geralmente são comprados para investimento e futura locação, também ganharam espaço. O corretor explica que o mercado imobiliário está aquecido na capital, o que inclui os alugueis. “Muita gente tem procurado alugar imóveis. Acaba sendo um investimento para o proprietário. Com a tecnologia dos aplicativos, como por exemplo o Airbnb, vale a aposta porque os ganhos podem ser até mais elevados do que um aluguel comum”, revela.

Mais segurança

Os condomínios fechados também ganham cada vez mais popularidade. Com a crescente preocupação com segurança, muitas pessoas optam por esse tipo de empreendimento, que oferece um ambiente seguro e controlado para suas famílias. Além disso, muitos desses condomínios contam com uma série de facilidades, como áreas de lazer e espaços para prática de esportes.

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Outra tendência em alta são os loteamentos de acesso controlado, que oferecem um estilo de vida mais tranquilo e próximo à natureza. Muitos desses empreendimentos vêm sendo construídos em áreas mais afastadas das cidades, mas ainda assim com fácil acesso a serviços e comércio.

“Passamos por um período de pandemia onde a casa deixou de ser apenas um ambiente de lazer e descanso e virou também um ambiente de trabalho. Portanto, a necessidade de adequação dos cômodos das habitações foi aumentando, assim como a exigência dos compradores por algo melhor, maior e mais benéfico para suas atividades. Tudo isso fez com que os incorporadores começassem a pensar em novos produtos com cada vez mais áreas comuns, mercados dentro do condomínio, locais para delivery, coworking…”, conta Pedro Muggiati, diretor de incorporações na empresa PrimaTerra Urbanismo.

Ele comenta que as mudanças ocorreram não apenas nos residenciais, mas também em empreendimentos comerciais. “A tendência é a construção de espaços mais flexíveis e adaptáveis, capazes de atender às diferentes necessidades dos clientes. Muitos desses locais vêm sendo construídos com áreas comuns e compartilhadas, como salas de reunião e espaços de coworking, para atender à demanda de profissionais que trabalham de forma mais independente”, diz.

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Em 2022, o mercado imobiliário de Curitiba teve um recorde de vendas. O Volume Geral de Vendas (VGV) chegou a R$ 3,2 bilhões em imóveis novos comercializados, segundo a Confraria Imobiliária de Curitiba.

E o mercado de usados também vive seu agito. De maio de 2022 a abril de 2023, foram vendidos cerca de 3.300 imóveis usados. Os dados são do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), vinculado ao Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi-PR).

Para Josue Pedro de Souza, vice-presidente de lançamentos e comercialização imobiliária do Secovi-PR, em Curitiba existe demanda para casas de frente pra rua. Também apartamentos com sacada e churrasqueira e a famosa busca por sobrados, inclusive com o objetivo de reforma.

Queridinhos

“Historicamente, os queridinhos são os sobrados”, destaca Souza. “Eles têm área privativa melhor que o apartamento. Por exemplo, um apartamento de 100 metros quadrados, conta a garagem e por vezes área comum. No sobrado de 100 metros, é área útil, é casa mesmo”, explica ele.

Souza aponta que a faixa de preços dos sobrados também atrai, incluindo para aluguel. “É absurda a procura por aluguel de sobrado. Eu tenho uma história de um sobrado que entrou na lista para aluguel e, em duas horas, estava fechado o negócio”, diz.

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O preço do metro quadrado do sobrado, segundo Souza, chega a ser metade do valor de um apartamento, em alguns casos. Também por isso o modelo é “tão querido”. “Ainda se encontram sobrados bons, com cerca de 150 metros quadrados, na faixa de R$ 600 mil. Dependendo do caso, um apartamento na mesma metragem chega a R$ 2 milhões”, ressalta.

Para arrematar, Souza destaca que o mercado curitibano está pronto para atender as preferências dos curitibanos, tanto para compra quanto para aluguel. “A orientação é para que o interessado fique atento, se planeje financeiramente e mantenha o foco no estilo de imóvel que mais lhe trará qualidade de vida, independente de qual for o seu imóvel ‘queridinho'”, finaliza.