Financiamento ou consórcio? Veja a melhor maneira de adquirir a casa própria

Financiamento ou consórcio? Veja a melhor maneira de adquirir a casa própria

Financiamento ou consórcio de imóveis? O que é melhor?
Alex Silveira
Escrito por Alex Silveira

Ter o valor à vista para conquistar o sonho da casa própria é uma realidade para poucos. Porém, não é preciso se preocupar. Faz parte do planejamento financeiro contar com a conquista de crédito para compra do bem. Os mais requisitados costumam ser os consórcios e os financiamentos bancários, esses últimos, geralmente, nos programas de crédito da Caixa Econômica Federal e outros bancos. Mas qual é a melhor opção para a compra da casa própria?

Segundo o licenciado da Ademicon, Anderson Marini, o perfil do comprador fala muito no momento da decisão. “Costumo orientar os meus clientes que todos os formatos de financiamento são válidos, mas o custo do dinheiro é que vai definir a escolha”, diz Marini,

Sobre qual modalidade de crédito escolher para a compra do imóvel, se consórcio ou financiamento, Marini explica que, quanto mais rápido a pessoa quiser o capital, mais caro fica para quitar a conta, ou seja, mais alto fica o custo do dinheiro. “Na prática, significa que, com a pressa, virão juros mais altos, prazos mais esticados para poder dar conta de parcelas e um comprometimento de mais tempo para, finalmente, ter o imóvel quitado”, aponta.

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A diferença básica entre o consórcio e o financiamento tradicional segue uma linha de raciocínio que leva em conta o planejamento. O financiamento tradicional tem um prazo geral de até 420 meses, ou seja, são 35 anos para quitar todas as parcelas. O consórcio são em média 240 meses,cerca de 2o anos.

“Porém, no consórcio, enquanto a carta de crédito não estiver contemplada para a compra do bem, é possível negociar pausas em pagamentos, organizar a diminuição de crédito, desistir dos grupos entre outras possibilidades. É um investimento para o futuro que pode ser contemplado por sorteio. No financiamento, você pega o dinheiro na hora e já está com uma dívida para quitar”, explica Marini.

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Ainda no consórcio, em uma explicação simplificada, a ideia é investir com antecedência. A dívida só se torna dívida quando sai a carta de crédito. “Aí, a pessoa terá o bem e não pode deixar de quitar as parcelas. Em caso de falta de pagamento, medidas como a tomada do imóvel podem ser aplicadas”, exemplifica Marini.

A vantagem de um consórcio, segundo o profissional, é justamente fazer o dinheiro custar menos. “O consórcio não tem juros de um empréstimo, mas taxas de administração e correções monetárias que serão aplicadas. Para se ter uma ideia, mesmo o programa Minha Casa, Minha Vida não consegue ter taxas menores do que as do consórcio”, destaca Marini.

Como funcionam?

Os consórcios são organizados em grupos de pessoas físicas e jurídicas para aquisição de bens ou serviços. Os grupos têm uma administradora de consórcios e que é autorizada e fiscalizada, mensalmente, pelo Banco Central do Brasil.

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Já a modalidade dos financiamentos tradicionais também é uma opção para a compra do imóvel. Segundo Josue Pedro de Souza, vice-presidente de lançamentos e comercialização imobiliária do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi-PR), os bancos costumam financiar entre 90% e 80% do imóvel, dependendo das condições de crédito da pessoa interessada.

“Atualmente, a conquista de um crédito pré-aprovado é ágil. Corretores credenciados aos bancos, antes mesmo da escolha de um imóvel por parte do cliente, podem cadastrar um pedido de crédito dentro do próprio escritório. O cliente já sai com um crédito pré-aprovado. A partir daí, o negócio se concretiza com o andamento das documentações”, explica Souza.

Os documentos iniciais exigidos são os de identificação como RG, CPF, comprovante de residência e de estado civil. Também os três últimos holerites – caso a pessoa esteja empregada – ou a declaração do último Imposto de Renda, em caso de trabalhadores autônomos. “Alguns bancos também pedem a movimentação bancária”, ressalta Souza.

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O banco mais comum para a busca de financiamento habitacional é a Caixa Econômica Federal. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ser usado para a compra de imóvel. Os valores mais procurados são imóveis no valor de R$ 400 mil da linha SBPE e, no FGTS, este valor varia em função da renda do proponente e da região geográfica onde se situa o imóvel.

Segundo a assessoria da Caixa, as modalidades de financiamento vigentes permitem desde a aquisição de imóvel pronto, imóvel vinculado a empreendimento contratado com o banco até a possibilidade de aquisição de terreno e construção ou construção em terreno próprio. Desta forma, o cliente tem a opção de  escolher a linha de crédito habitacional mais adequada ao seu perfil.

Para conhecer melhor as linhas de financiamento habitacional e fazer simulações sobre a melhor opção, os clientes podem acessar o endereço do banco.  

Os recursos da Conta Vinculada FGTS do cliente podem ser usados para a compra de imóvel e as  regras podem ser conferidas no site da Caixa.

Minha Casa, Minha Vida

Segundo a Caixa, a operação de financiamento do Programa Minha Casa, Minha Vida, realizada com recursos do FGTS, é destinada a famílias residentes em áreas urbanas com renda mensal bruta de até R$ 8 mil para a compra da sua moradia, podendo ser imóvel residencial novo, usado, aquisição de terreno e construção e construção em terreno próprio. 

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Ainda segundo a assessoria do banco, a principal diferença em relação às demais linhas são juros mais baixos e subsídios para renda até R$ 4,4 mil, destinados a famílias que se enquadrem no Programa. Veja aqui as condições do Minha Casa Minha Vida podem ser consultadas na página.

A lista básica de documentos para pleitear financiamento habitacional é essa:

COMPRADOR(ES) – PF (Pessoa Física)

•• Documento oficial de identificação
•• Comprovante de renda atualizado, emitido no máximo há 2 meses

USO DO FGTS

•• Última declaração do Imposto de Renda e recibo de entrega à Receita Federal
•• Carteira de Trabalho ou Extrato de FGTS

IMÓVEL

•• Certidão Atualizada de Inteiro teor da Matrícula

VENDEDOR(ES) – PF (Pessoa Física)

•• Documento oficial de identificação
•• Comprovante de estado civil

VENDEDOR(ES) – PJ (Pessoa Jurídica)

•• Representante Legal: Documento oficial de identificação
•• Empresa Ltda ou Firma Individual:
•• Documento de constituição e alterações devidamente registradas e
Certidão Simplificada da Junta Comercial
•• Sociedade Anônima (S/A):
•• Estatuto Social e Ata de Eleição da última Diretoria publicada no
Diário Oficial