Como evitar ciladas com documentações na hora de comprar um imóvel

Como evitar ciladas com documentações na hora de comprar um imóvel

Financiamento de imóveis em Curitiba
Alex Silveira
Escrito por Alex Silveira

Deixar o aluguel e partir para a compra da casa própria é o sonho de muitos moradores de Curitiba e região. É gente à beça fazendo cálculos das suas reservas financeiras para dar uma entrada, pesquisando financiamentos ou se esforçando para equilibrar os custos familiares antes de se arriscar.

Planejar-se é fundamental, mas para o sonho não ir por água abaixo, vale ficar atento à dicas sobre documentação dos imóveis.

Qual documento devo pedir ao vendedor para não cair em ciladas? Segundo Josue Pedro de Souza, vice-presidente de lançamentos e comercialização imobiliária do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi-PR), três documentações básicas não podem faltar durante uma negociação de imóveis. A matrícula – acompanhada da certidão de ônus reais –, a certidão do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e as certidões negativas federais e estaduais do vendedor.

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“A legislação brasileira até permite a dispensa de certidões para o registro do imóvel no cartório. Mas nós sempre recomendamos que o comprador peça todos os documentos. A matrícula junto com ônus, por exemplo, custa, em média, de R$ 50 a R$ 100. É um valor que pode evitar transtornos futuros e, no fim das contas, vai se dissolver no caso do negócio avançar”, explica Souza.

De acordo com ele, os riscos sempre existirão, mas eles vão quase a zero quando a pessoa busca se precaver. “Já lá no final da negociação, quando o comprador realmente se interessar pelo imóvel, resolver fechar o negócio, outra orientação é a contratação de um despachante imobiliário. É um custo à parte, em média de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil”, explica.

Este profissional será responsável por uma série de etapas no processo de compra que tomam tempo e dinheiro. São burocracias do processo que, às vezes, podem até fazer com que a pessoa desista da compra.

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“Como é uma compra de alto valor, o despachante vai providenciar documentos, tirar escritura, resolver problemas e até representar o comprador em caso de necessidade. Inclusive pode atuar como facilitador de acesso ao crédito imobiliário”, aponta Souza.

Algumas imobiliárias já oferecem o serviço de despachante imobiliário.

Para que servem os documentos 

A matrícula, junto com a certidão ônus, é emitida pelo cartório e serve para comprovar a veracidade de informações do imóvel. Se tem algum gravame, dívida, hipoteca, penhora. A certidão de ônus trará, por exemplo, o histórico dos proprietários, as arrematações, registro, processos que possam haver envolvendo os proprietários ou o próprio imóvel. Se a certidão sair negativa, a informação traz segurança para a negociação.

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A certidão de débitos do IPTU vai garantir o conhecimento sobre quitações ou dívidas com o município. É importante ficar atento, pois há casos em que os imóveis podem estar entrando em leilão para quitar o imposto.

Nessa mesma linha de importância, pode-se citar a carta de quitação de débitos da administração de condomínios. Ela serve como informação quanto ao pagamento de taxas condominiais.

Quanto aos documentos dos vendedores, a orientação do Secovi-PR é pedir as certidões da Receita Federal, Justiça Federal, Dívida Ativa da União, Receita Estadual, Cartórios Distribuidores. “É fundamental manter uma negociação com clareza. Outra ação a se fazer, também, é procurar indicação de corretores com pessoas de confiança. Também buscar informações sobre os imóveis na vizinhança”, concluiu Souza.

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Em caso de imóvel novo ou na planta, a orientação é buscar referência sobre as construtoras, visitando outros imóveis do portfólio já habitados.