O "faz tudo" que virou motorista e distribuiu sorrisos em todas as paradas

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Motorista com experiência pra dar e vender

Há 26 anos na Viação Tamandaré, José da Silva se orgulha da trajetória profissional e das vivências que o transporte público oferece

Por Daniele Blaskievicz

José da Silva, 50 anos, já foi responsável pela manutenção interna na Viação Tamandaré, manobrista e a pessoa que cuida da higienização e limpeza dos ônibus da empresa. Também era ele quem verificava se o nível de combustível e as condições gerais do veículo estavam adequados para a jornada do dia seguinte. O sistema de transporte evoluiu, ele ganhou novas funções e responsabilidades. Hoje é um dos rostos que fazem parte da rotina dos passageiros do Ligeirinho Cachoeira-Caiuá, linha que faz a conexão entre Almirante Tamandaré e Curitiba. Somando todas as funções, já são 26 anos de empresa. “Uma vida”, resume ele, que já soma duas décadas trabalhando como motorista.

Tímido e discreto, Silva foge dos holofotes, mas se orgulha ao relembrar sua trajetória profissional. “Trabalhar na Tamandaré é minha vida. Tudo o que eu conquistei foi aqui”, destaca o profissional, que no contraturno aproveita seus conhecimentos na área da construção civil e se dedica à edificação de “mais uma casinha”, como ele mesmo fala. O novo imóvel, em Almirante Tamandaré, onde ele e a esposa Priscila Nogozzeky, 39 anos, vivem desde que se casaram, é um investimento para o futuro da filha, Giovanna, 13 anos. “Todo mês eu guardo um dinheirinho para ela”, relata.

Além de organizado financeiramente, o motorista também é cuidadoso quando o assunto é a rotina profissional. Seu expediente diário começa às 5h50, mas 20 minutos antes ele já está na garagem da empresa para “fazer um check list no veículo” e não ser surpreendido por nenhum imprevisto no caminho.

Da rotina atual, a única reclamação é o distanciamento dos passageiros nos últimos meses. “Eu gosto muito do meu trabalho, mas por causa da pandemia a gente não consegue mais nem conversar com as pessoas”, comenta, referindo-se aos protocolos sanitários adotados pelas empresas de ônibus para garantir a saúde de passageiros e colaboradores.

Oficialmente, Silva conta que faltam apenas cinco anos para a aposentadoria, Mas, no que depender dele, a vida ao volante ainda vai se prolongar mais. “Eu costumo dizer que para se manter nessa profissão é fundamental ter paciência no trânsito e muito cuidado nas ruas. Num vacilo, num piscar de olhos pode ocorrer um acidente”, reflete.

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