A troca de jornada que virou romance - Gente que move

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A troca de jornada que virou romance

Casal de motoristas de ônibus transformou a parceria na profissão em projeto de vida

Por Daniele Blaskievicz

Foi fazendo a “rendição” no trajeto da linha do ônibus articulado Cabral-Tamandaré que Vanessa Claudino, 31 anos, conheceu quem iria lhe “render” não somente na área profissional, mas em todos os momentos de sua vida: Elias Souza da Silva, 37 anos.

A parceria no trabalho, durante a troca de turno como motoristas de ônibus da Viação Tamandaré, evoluiu para a vida e hoje eles dividem muito mais do que as histórias da boleia. Compartilham as alegrias, os desafios da vida adulta e a criação da pequena Eloíse, 1,8 ano, fruto do relacionamento que começou há sete anos.

O termo rendição, do verbo render, é bastante usado pelos profissionais que atuam no transporte público ou em outras áreas em que a continuidade do trabalho é feita por quem assume a jornada seguinte. Em geral, em serviços que não podem parar. “Foi assim que a química aconteceu”, relata Vanessa, relembrando que a aproximação com o futuro marido aconteceu graças a essa troca de turno.

Orgulho da profissão. Foto: Arquivo Pessoal

Vanessa, que é uma das poucas motoristas mulheres a atuar na Região Metropolitana de Curitiba, começou a trabalhar como cobradora ainda bastante nova, com apenas 21 anos. Porém, apaixonada pela área de transportes e incentivada pelos colegas de trabalho, decidiu investir na carreira. Passou a manobrista e, pouco tempo depois, assumiu a direção do ônibus articulado. “Em cada mudança de função melhora o salário, o que é ótimo”, salienta.

Apesar de toda a evolução profissional, Vanessa diz que ainda é muito comum perceber o preconceito quando veem uma mulher dirigindo um ônibus. “A motorista profissional é bem mais cuidadosa no trânsito. Mas, infelizmente, ainda escuto muitos comentários desnecessários. Eu sou muito feliz na minha profissão, amo o que faço. E, para quem me pergunta se vale à pena, eu aconselho ir frente e passar por cima de qualquer preconceito”, ressalta a motorista.

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