Sensível à saúde e meio ambiente; projetos de hospital em Curitiba ganham destaque

Sensível à saúde e ao meio ambiente

Hospital da Cruz Vermelha em Curitiba realiza uma série de projetos para promover a sustentabilidade e minimizar os impactos ambientais. Crédito: Divulgação
Hospital da Cruz Vermelha em Curitiba realiza uma série de projetos para promover a sustentabilidade e minimizar os impactos ambientais. Crédito: Divulgação

Hospital da Cruz Vermelha em Curitiba desenvolve diversos projetos que visam promover a sustentabilidade e reduzir o impacto ambiental.

Por Danielle Blaskievicz, especial para a Tribuna do Paraná

Os hospitais e serviços de atenção à saúde estão na lista dos dez segmentos que mais consomem energia elétrica no Brasil. Segundo o Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2023, a categoria ocupa a quinta posição no ranking de consumo por segmento, uma vez que envolve serviços que funcionam ininterruptamente e precisam da eletricidade para manter em operação os equipamentos. Qualquer interrupção no fornecimento de energia pode comprometer o tratamento dos pacientes.

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Diante desse cenário, o Hospital da Cruz Vermelha – filial Paraná –, em Curitiba, iniciou uma série de projetos com o objetivo de promover a sustentabilidade a partir do reaproveitamento de resíduos que podem ter outra destinação após o uso.

Méri Barth, diretora de Atendimento da instituição, conta que existem várias iniciativas dentro do hospital com o objetivo de promover a sustentabilidade e a conscientização dos colaboradores sobre a importância da reciclagem e do aproveitamento dos diversos tipos de resíduos.

São projetos que incentivam desde a compostagem das sobras de alimentos e resíduos orgânicos da cozinha, a coleta do óleo, das esponjas velhas e restos de papeis até a coleta de lacres de latas de alumínio e tampinhas de garrafas plásticas.

“Nosso principal objetivo é promover a cultura e educação para reciclagem, reaproveitamento e otimização dos recursos”, afirma a diretora. Ela destaca a importância de sensibilizar e promover treinamentos para sustentabilidade entre os colaboradores, uma vez que eles podem multiplicar essas ações em suas casas e comunidades.

Legenda: Os colaboradores do hospital passam por treinamentos regulares. Foto: Divulgação

RECICLAGEM

O Hospital da Cruz Vermelha em Curitiba já realizou a compostagem de 187,14 toneladas de resíduos orgânicos. Ou seja, são as sobras de refeição dos pacientes, cascas de frutas, legumes e outros tipos de resíduos que deixam de ir para os aterros sanitários e se transformam em adubo orgânico, em um trabalho realizado em parceria com a Composta +, startup que atua com serviços de coleta e compostagem de resíduos orgânicos para reduzir impactos ambientais e sociais junto a empresas de diversos segmentos, instituições e residências.

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Em outra ponta, Méri conta que também é feita a separação de todas as esponjas de limpeza e restos de papelaria de escritório. Tudo é encaminhado para a TerraCycle, que promove o processo de reciclagem em parceria com empresas do setor. A matéria-prima extraída da reciclagem das esponjas velhas é vendida e utilizada para a produção de objetos plásticos como bancos, lixeiras, entre outros.

Já os resíduos de óleo de cozinha são encaminhados para a Preserve Ambiental. Em quase um ano de projeto, já foram coletados 491 litros de óleo. Esse procedimento evita que o óleo provoque o entupimento de caixas de gorduras e a obstrução da rede de esgoto. Além disso, todo o óleo coletado é destinado para produção de biodiesel, uma energia limpa e renovável.

Foto: Divulgação

Ao seguir essas diretrizes, o Hospital da Cruz Vermelha segue a RDC 306 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que regulamenta o gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde, prevê a compostagem de parte dos resíduos do Grupo D, como é o caso das sobras de alimentos e do preparo de alimentos, resto alimentar de refeitório e resíduos de varrição, flores, podas e jardins.